domingo, novembro 18, 2007

Sobre o Islã - Resenha do livro de Ali Kamel - Parte 1

Farei uma série de artigos mostrando erros do livro de Ali Kamel chamado "Sobre o Islã". Gostei de certas partes do livro, que são excelentes. Porém as partes I (De Adão a Maomé), a parte III (o Islã não é violento) e a parte IV (As origens do Terror Islâmico) são repletas de problemas.

O ponto de maior discordância é a afirmação da parte IV do livro, que diz: "O Islã não é violento".

Vou mostrar um dos erros de Ali Kamel neste artigo. Há muitos outros... fique ligado no blog.

Na página 82 do livro de Kamel ele diz o seguinte: "Não é à toa também que muçulmanos podem se casar com cristãs e judias, sem que elas precisem se converter". A conclusão que Kamel tira é essa: "Se o Islã permite que seus fiéis vivam toda sua vida, e procriem, com fiéis de outras religiões, como não falar em acolhimento?" Para Kamel, portanto, essa possibilidade de um muçulmano se casar com uma mulher não muçulmana de outra religião mostra que o Islã respeita as outras religiões monoteístas. Essa conclusão é totalmente descabida.

Vamos aos fatos. De acordo com o historiador Albert Hourani, em seu livro "Uma História dos Povos Árabes" página 131: "Vários fatores separavam os muçulmanos dos não-muçulmanos: pagavam um imposto per capita especial (jizya) ao governo. Pela lei e costumes islâmicos, exigia-se que trouxessem alguns sinais de sua diferença: usavam roupas de um tipo especial, evitava certas cores associadas ao Profeta e ao Islã, não andavam com armas nem montavam cavalos, não deviam construir novos lugares de culto, consertar os velhos sem permissão, nem construi-los de modo a ofuscar os dos muçulmanos... Observadas de maneira mais estrita eram as leis sobre casamento e herança. Um não-muçulmano não podia herdar de um muçulmano; um não-muçulmano não podia casar-se com uma muçulmana, mas um muçulmano podia casar-se com uma judia ou cristã."

Fica claro, pelo texto de Hourani, que a permissão de um muçulmano se casar com uma mulher não-muçulmana é mais uma das leis de segregação e rebaixamento dos não-muçulmanos e não um "acolhimento". O homem muçulmano poderia desposar uma não-muçulmana. Seu filho seria muçulmano e, desse modo, toda a herança de sua família não-muçulmana iria para o filho muçulmano.

Além disso pode-se ver ainda mais claramente como essa lei rebaixa as outras religiões analisando-se os comentários dessa lei islâmica no link:
http://www.jannah.org/sisters/intermarriage.html .

No final do artigo reproduzo alguns trechos (com negrito meu). Fica mais uma vez demonstrado que essa lei é uma forma de impor a dominação islâmica. O casamento de um muçulmano com uma muçulmana só é permitido em terras islâmicas. Pode-se perguntar: por quê? O comentário da lei islâmica sobre casamento em fés diferentes é claro: Em um país democrático ocidental os filhos ficam frequentemente com a mulher. A democracia ocidental defende os direitos femininos e protegeria a mulher também da provável violência a que seria submetida. Já num país islâmico os filhos ficariam com o homem, pois sendo muçulmanos eles não poderiam ser "desviados" pela família não-muçulmana da mulher. Além disso algo pior poderia ocorrer: por ser uma cidadã de segunda classe em dobro (por ser mulher e por ser não-muçulmana) essa mulher ficaria sem os filhos e seria ainda mais humilhada e violentada, do que seria usualmente, nas terras islâmicas.

Tendo em vista que Kamel fez uma pesquisa, digamos, razoável, então das duas uma:

1 - Ou ele simplesmente não estudou direito os textos e esqueceu de ler livros fundamentais sobre o tema.

2 - Ou ele utilizou a documentação (mostrando apenas o que lhe interessava) de modo a enfatizar sua visão pré-concebida e paternalista de que o Islã é uma religião pacífica.

Ao tratar de um tema tão complexo Kamel deveria ter analisado com mais atenção suas fontes, documentos históricos e livros. O paternalismo em relação ao Islã, conforme analisado magistralmente pelo historiador Efraim Karsh, causa mais males do que benesses.

No próximo artigo há uma bibliografia fundamental, com livros de vasta profundidade e que desmontam o mito da tolerância islâmica.


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MUSLIM WOMAN AND NON-MUSLIM MAN:..... And give not (your daughters) in marriage toAl-Mushrikun** till theybelieve in Allah alone and verily a believing slave is betterthan a (free) Mushrik, even though he pleases you....[2:221] ** Al-Mushrikun=>Pagans, idolators, polytheist and disbelievers inthe Oneness of Allah and in His messanger Prophet Muhammad SAW)- [[6]]Islam considers the husband head-of-the-family and therefore requires that a Muslima cannot marry a non-Muslim because she will be under the authority of a non-muslim husband. He may prevent her from carrying out her religious obligations by either pressuring her or physically abusing her. But it is not the sole reason for imposing the restriction. The situation isconsidered very damaging for the woman to practise Islam afterwards and even worse for the kids in such marriages. There are NO conditions mentioned under which a Muslim woman IS allowed to get married or remain married to a non-Muslim husbandafter she has accepted Islam. Therefore, even if she has freedomto practise Islam after marriage, she is NOT allowed to enterinto an inter-faith marriage .

MUSLIM MAN AND NON-MUSLIM WOMAN:MARRIAGE WITH CHRISTIANS AND JEWS: The marriages between Muslim men and CERTAIN non-Muslim women is allowed. However, certain restricitions exist on such marriages, especially if they occur in non-Muslim lands where Islamic law and religion is notprevailing.Here I am translating the "fatwaa" from Maulana Muhammad YousufLudhianvi, a well-known Muslim scholar from Pakistan, answering a question regarding the shar'aii position of marriages in theUS with non-Muslim women. This question was asked by a PakistaniMuslim, living in the US, and it appeared in Maulana's columnthat is published every Friday in a daily newspaper, "Jang". He interprets the Islamic law as following:/******* 1- Non-Muslim women, to whom Muslim men can marry, arethe women from Christian and Jewish religions who are residentsof "Daar-ul-Islam****" nations where Islamic law prevails) and who are thereby called, "Dhi'mmi" (those who give Jazzia insteadof Zakaat in an Islamic state??), but NOT the residents of "daral-kufr" (where the kuffar or non-Islamic rule exist). To these women, marriage is allowed but is "mukrooh tanzihi." (I can'ttranslate it properly)2- With Christian or Jewish women, who are resident of "dara-harb"****, the nikah (the marriage contract) will be valid, but will be a "mukrooh Tahrimi" (worse than tanzihi) situation.The act which is "mukrooh tarhimi" is so close to "haraam" (notpermissible at all) that it is ALMOST "haraam" and is "na'jaiz" ie. not legal. The man involved will be responsible forcommitting an act which is so close to a state of "sin". **** Victor Danner describes "Dar al-Islam" as : the House of Islam, or the Islamic world; the Islamic community, where submission to the Divine Will reigns; Opposed to dar- al-harb ( the non-Islamic community)3- It is required that the women should be practising theirreligion at the time of marriage and they are not practically "Mulhid" (atheist). To any women, who doesn't believe in God,religion, God's message and doesn't practise any religion atall, the "nikaah" (marriage) will be INVALID and according to "shari'ah" (Islamic Law), such a couple is involved in sin.4- If any Muslim marries a woman from "People of the Books", thechildren, by shar'iah (Islamic law) are considered to be Muslim .For instance, often, in "dar al-harb," the kids adopt thereligion of their mother; and, sometimes, a marriage is arrangedupon agreements between the couples that half of kids will adoptmother's and the other half will follow father's religion. If aMuslim man agrees to ANY of such terms accepting the kids to beraised non-Muslims, the person will be regarded as a "Murtid"(the one who has denied Islam) because he has allowed his kidsto become "kaafir" who may have been brought up in Islamic religion. Anyone who willingly and knowingly allows/agrees forhis kids to become "kaafir" is regarded as "kaafir." He is outof the Islamic circle. If he had any Muslim woman in his"nikaah" before this marriage, the Muslim woman is free from his bond (because a Muslim woman can't remain married anon-Muslim).5- Since some of our naive Muslim youngmen, living in the West,get married to the christian women in their countries. And since, usually, the local courts allow the women to get the custody of kids and the divorce settlement in their favor, ouryoungmen are "khusar al-duniyaa wal'-aakhiraah", means thewanderer or lost in this world and the Hereafter. Since,according to sharia'ah, the "al-maa'roof ka'almashrrot", meaning whatever is prevailing or common practise in the society isbeing accepted in a marriage contract. It means a Muslim man,by getting married under these circumstances in these countries,is knowingly agreeing that the woman may, in case of divorce, gets the custody of the kids and is free to raise themafterwards as she pleases.6- For all the above stated reasons, in non-Muslim countries, it is not allowed for Muslim youngmen to marry Christian women . Forthe reason #3 (woman not practising a religion), the "nikaah"isn't even valid. Since the reason #4, leads to "kufr" and hebecomes "murtid", the marriage to any Muslim wife becomes invalid. The reason #5 is not apllicable, if the local laws donot usually grant custody to woman or if Muslim man hasn'tagreed to any "kufriaah" terms (such as accepting some kids tobe raised as non-Muslims). "Haaza ma' indee, wal'Allah ilm bis'swaab." *******/As it is clear, that Maulana Yousuf's position is extremelystrict on the issue of getting married to non-Muslim women inthe West. But so is the seriousness of such situations. A scholar at Dar ul-Noor hifz school and Al-Farooq Masjid,Atlanta, Dr. Abdul Ghaffar, recommends that if a Muslim isalready married to a non-Muslima, he should REMAIN married toher. He should be kind and passionate to her and facilitate her understand of true Islam. He should reflect Islam in hischaracter and encourage her to become Muslim voluntarily beforekids are born into such marriage. At that time, I found out theAl-Farooq Masjid doesn't even administer ANY inter-faith marriages.The best option under these circumstances is to introduce thewoman to Islam and WAIT for her to accept Islam before gettingmarried. If the woman is not a Muslim by her own choice, then in case of divorce, she may leave Islam and be free to dateand marry a non-Muslim. Her new family may ultimately decide howto raise the Muslim man's children. This situation should neverbe acceptable to any Muslim man.

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