Israel é culpada de crimes de guerra? Suas operações militares são desproporcionais? Não!!!
Começando pelo princípio:
1) Israel não cometeu, com base nos aspectos legais e jurídicos da Convenção de Genebra, crimes de guerra no Líbano.
2) É possível realmente acreditar que Israel atacou, de propósito, os civis em Qana? Eu sei que não. E sabe por quê? Porque se Israel quisesse realmente matar civis, o número de mortes já estaria rodando as centenas de milhares. Aliás, os EUA mataram centenas de vezes mais no Iraque que Israel. A Russia na Chechênia também. A França na Argélia. Os turcos na Armênia. Os árabes nos massacres e expulsões de judeus após 48. Mas além disso há provas... veja os vídeos dos lançadores de foguetes dentro de áreas civis e, inclusive, entrando dentro de prédios civis para se esconder:
Vídeo 1
Vídeo 2
3) Só para basear, o texto da convenção de Genebra está aqui:
http://www.globalissuesgroup.com/geneva/convention4.html
O texto do Protocolo adicional de 1977 da convenção de Genebra (que Israel não ratificou mas segue) está aqui: http://www.unhchr.ch/html/menu3/b/93.htm
Especialmente sobre o trágico episódio de Qana:
Vide no Artigo 28, Seção I, Parte III: "The presence of a protected person may not be used to render certain points or areas immune from military operations."
Isso significa que a presença de civis não impede um objetivo militar
de ser atacado.
Porém aí temos o item a (iii) do Artigo 57, capítulo IV do Protocolo adicional de 1977 da Convenção de Genebra diz: "Refrain from deciding to launch any attack which may be expected to cause incidental loss of civilian life, injury to civilians, damage to civilian objects, or a combination thereof, which would be excessive in relation to the concrete and direct military advantage anticipated;"
Então para mostrar claramente a questão do ponto de vista jurídico, em relação à proporcionalidade, vamos fazer uma continha (macabra, infelizmente). Segundo a figura e as estatísticas dadas neste link da wikipedia: http://en.wikipedia.org/wiki/Fajr-3, um lançador de foguetes Katyusha iraniano do tipo usado contra Haifa contém 16 bocas de lançamento. Considerando, numa conta modesta, que um míssil desses cause 5 mortes de civis teríamos então 80 mortes de civis israelenses. E isso apenas em UMA ÚNICA salva de foguetes Fajr. Mais de 130 foguetes foram lançados da vizinhança da vila de Kafr Qana e outros 50 foram lançados de dentro da própria vila. Portanto, segundo a lei internacional e a convenção de Genebra, o ataque de Israel foi totalmente proporcional.
Além disso temos que o item c do Artigo 57, capítulo IV do Protocolo adicional de 1977 da Convenção de Genebra diz: "Effective advance warning shall be given of attacks which may affect the civilian population, unless circumstances do not permit."
Israel segue claramente essa determinação de um protocolo que nem assinou. Portanto podemos claramente notar que Israel toma todas as precauções necessárias para minimizar baixas civis.
Além disso, de acordo com o Artigo 8 (2) (b) (xxiii) do Estatuto de Roma: "the presence of civilians or other protected persons to render certain points, areas or military forces immune from military operations is recognized as a war crime". Esse é apenas um dos muitos crimes perpetrados pelo Hezbollah na área. Infelizmente, mesmo bombas "inteligentes" causam danos colaterais... é inevitável. Vide a guerra do Iraque ou do Afeganistão, por exemplo. É simplesmente impossível não atingir um alvo militar sem, infelizmente, atingir civis exatamente devido à estratégia do Hezbollah de usar escudos humanos. A culpa por essas mortes trágicas libanesas recai sob total responsabilidade do Hezbollah e decorre de suas atitudes COVARDES de se esconder atrás de civis inocentes. Eles não dão a mínima importância para a morte de seus conterrâneos.
Por isso uma coisa é ver as baixas civis de um ponto de vista pseudo-ético, pseudo-moral ou pseudo-religioso (pseudos porque descartam as mortes israelenses e não dão a devida proporção a situações piores como o massacre no Sudão). Outra é do ponto de vista estritamente jurídico (ou mesmo religioso pois a auto-defesa é algo claramente definido na Bíblia), já que as leis internacionais de guerra permitem baixas civis consideráveis de vários tipos no âmbito do combate legal, desde que os combatentes atendam às condições estabelecidas e minimizem ao máximo esses danos(que, como vimos, foram atendidas).
É por esse motivo que chamar os ataques israelenses de "crimes de guerra" não só é uma mentira podre como também um desserviço à luta contra o terror.
Outros links fundamentais esclarecendo sobre as leis de guerra e as operações militares israelenses:
Responding to Hizbullah attacks from Lebanon: Issues of proportionality
Hezbollah, Israel, Lebanon and the Law of Armed Conflict
Are Israel's Military Operations in Lebanon Proportional? Is Israel Guilty of War Crimes? What International Law Really Says
Incident in Qana
3 Comentários:
Papo, espetacular artigo sobre a Guerra. Os vídes, especialmente, são extremamente elucidativos. Pena que nossa "mérdia" brasileira só publica o que lhes interessa.
Abraços
Beto
Infelizmente, uma coisa tão simples é admitir que Israel é um estado que traz instabilidade no OM por seus atos militares, não aparece no texto, só defesa involuntária desse estado opressor.
Israel para voce Jose Papo Miscilanea não peca em nada,como se a propia ocupação por decadas ja não fosse um terror.
Tenha dó de Deus........
Postar um comentário
Links para este artigo:
Criar um link
<< Home